Letra
Ó Deus, sítio da alegria,
Terreiro da nossa espera
De ti nasce o amor que cria
E o dom do estremecimento;
Vem buscar ao nosso poço
O que nele é canto de água
Ó Deus, Deus infigurável,
Pão verde da nossa fome,
De ti desceram as fontes,
E as neves que nos acordam;
vem colher em nosso chão
a semente do teu sonho
Ó Deus, quanta morte a monte,
quanto a morte lavra a terra
e mais vai crescendo o abismo
que da vida nos deporta;
vem livrar a violência que nos cerca
e desfigura
Ó Deus, longe ainda os tempos
ditados por teus profetas
a terra que os olhos querem
o medo a desterra ainda;
vem escrever em nossos olhos
as fogueiras da promesa.
Vem • A. Teixeira
SATB
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