António Ferreira dos Santos
António Ferreira dos Santos

Letra

1. Aquela eterna fonte não a vê ninguém E bem sei onde é e donde vem, Embora seja noite. 2. Não sei a fonte dela, que não há, Mas sei que toda a fonte vem de lá, Embora seja noite. 3. Não pode haver, eu sei, coisa tão bela E terra e céus beleza bebem dela, Embora seja noite. 4. Porque não pode ali o fundo achar, Sei que ninguém a pode atravessar, Embora seja noite. 5. A claridade sua não ’scurece E sei que toda a luz dela amanhece, Embora seja noite. 6. Tão caudalosas são suas correntes Que regam céus, infernos e as gentes, Embora seja noite. 7. E desta fonte nasce uma corrente E bem sei eu qu’ é forte e omnipotente, Embora seja noite. 8. Das duas a corrente, que procede Sei que nenhuma delas a precede, Embora seja noite. 9. E esta eterna fonte ‘stá ‘scondida Em este vivo pão a dar-nos vida, Embora seja noite. 10. Aqui está a chamar as criaturas Que bebem desta água e às escuras, Porque é de noite. 11. E esta viva fonte que desejo, Em este pão da vida, aí a vejo, Embora seja noite.
Aquela eterna fonte F. Santos
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Voz
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Aquela eterna fonte F. Santos, N. Queirós
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Voz, SATB
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