Domingo IV do Advento | Ano C
Antífona de entrada
Coroa de Advento
Salmo responsorial
Aclamação ao Evangelho
Antífona de comunhão
Pós-Comunhão
Antífona de entrada

(Is 45, 8)
"Desça o orvalho do alto dos Céus e as nuvens chovam o Justo. 
Abra-se a terra e germine o Salvador."

• Abra-se a terra – M. Luís (LHC II, p. 18-19 | NCT, 38 | CN, 168)
• Abra-se a terra – M. Carneiro (GD, p. 33-37)
• Derramai ó céus [Maranatha!] – F. Santos (BML, 18 | CEC I, p. 22 | NCT, 23)
• Derramai-vos ó céus – F. Lapa (Libellus, 4)
• Derramai, ó céus – F. Santos (BML, 48)
• Desça o orvalho – J. Santos (IC, p. 72 | NRMS, 15)
• Desça o orvalho – Ar. Oliveira (IAC, p. 156)
• Desça o orvalho – N. Costa (Libellus, 4)
• Desça o orvalho – J. P. Martins (CN, 346)
• Desce o orvalho – M. Simões (IC, p. 73 | NRMS, 64)
• Desce o orvalho – Pop. Francesa

[Outras Sugestões]

• Descei sobre nós orvalho divino – M. Luís (CAC, p. 29-30)
• Ó infante suavíssimo – M. Faria (IC, p. 89 | NRMS, 4)
• Ó Infante suavíssimo – M. Luís, J. S. Bach (CAC, p. 46)
• Quando virá, Senhor, o dia – Az. Oliveira (IC, p. 88-89 | NRMS, 39)
Coroa de Advento
  • «Trata-se de um suporte normalmente redondo (às vezes, também se vê com forma linear), revestido de ramos vegetais verdes, sobre o qual se colocam quatro velas, e o conjunto situa-se próximo do altar ou do ambão da Palavra. (...) Estas velas vão-se acendendo gradualmente, nas quatro semanas do Advento. (...) No Natal, pode acrescentar-se uma quinta vela, branca, até ao final do Tempo do Natal.» (Dicionário Elementar de Liturgia)
  • «A disposição de quatro velas numa coroa de ramos sempre verdes (...) tornou-se símbolo do Advento nas casas dos cristãos. A coroa de Advento, com o progressivo acender das quatro velas, domingo após domingo, até à solenidade do Natal, é memória das várias etapas da história da salvação antes de Cristo e símbolo da luz profética que, pouco a pouco, iluminava a noite da espera expectante até ao nascimento do Sol de justiça (cf. Ml 3,20; Lc 1,78).» (Directório sobre a Piedade Popular e a Liturgia, n. 98). 

    Sendo costume fazer-se a Coroa do Advento um pouco por todo o País, deixamos algumas sugestões para o momento em que, em cada domingo, se acende a vela da coroa. Na maioria das paróquias é costume acender-se a vela após o cântico de entrada.
• Jesus Cristo, luz das nações – F. Santos (BML, 23)
• Lúmen Christi, Ámen! – S. Vicente, M. D. Duarte (SF)
• Ó luz de eterna formosura – F. Santos (BML, 32 | ENPL, XIV)
• O Senhor vem e não tardará – F. Santos (NCT, p. 25 | CN, 747)
• O Senhor vem e não tardará – M. Luís (CAC, p. 50 | NCT, 26)
• Vinde Jesus – A. Morais (SDLG)
• Vinde, Senhor (Vinde Jesus, brilhe no mundo) – I. Rodrigues
• Vinde, Senhor, a Igreja Vos espera – M. Luís (IC, p. 107 | NRMS, 4 - I)
• Vinde! Vinde Jesus – J. A. Nunes (OCL)

[Outras Sugestões]

• A luz de Cristo – M. Luís (CEC II, p. 183 | NCT, 370 | CN, 144)
• A luz de Cristo – Az. Oliveira (CEC II, p. 179 | IC, p. 617-618 | NRMS, 88 | CN, 143)
• A luz de Cristo – B. Salgado (IC, p. 617 | NRMS, 5)
• Esta luz de Cristo – V. Pereira, J. J. Ribeiro (ELC, p. 5)
• Senhor, tu és a luz – Az. Oliveira (CEC II, p. 182 | IC, p. 566-567 | NCT, 273 | NRMS, 6-II | CN, 917)
Leitura I

Miq 5, 1-4a 
«De ti sairá Aquele que há-de reinar sobre Israel» 
Completando a profecia de Isaías sobre o «Emanuel» (Deus connosco), o profeta Miqueias, seu contemporâneo, anuncia o lugar do nascimento do Messias Salvador e descreve a Sua missão. 
Será na cidade davídica de Belém, cujo sobrenome Efrata exprime a fecundidade messiânica, que dará à luz Aquela que será a Mãe do Salvador. Aí nascerá o Rei futuro, que será Pastor do Seu Povo. Com o Seu nascimento, não só trará a Paz, reunindo os filhos de Deus dispersos, como Ele mesmo será a Paz. O Seu nascimento, com efeito, significa a presença de Deus no mundo, o fim do afastamento de Deus com o pecado e a reunificação universal dos irmãos. 

Leitura da Profecia de Miqueias 
Eis o que diz o Senhor: «De ti, Belém-Efratá, pequena entre as cidades de Judá, de ti sairá aquele que há-de reinar sobre Israel. As suas origens remontam aos tempos de outrora, aos dias mais antigos. Por isso Deus os abandonará até à altura em que der à luz aquela que há-de ser mãe. Então voltará para os filhos de Israel o resto dos seus irmãos. Ele se levantará para apascentar o seu rebanho pelo poder do Senhor, pelo nome glorioso do Senhor, seu Deus. Viver-se-á em segurança, porque ele será exaltado até aos confins da terra. Ele será a paz». 
Palavra do Senhor. 

Salmo responsorial

Salmo 79 (80), 2ac.3b.15-16.18-19 (R.4) 

Senhor nosso Deus, fazei-nos voltar, 
mostrai-nos o vosso rosto e seremos salvos. 

Ou: Mostrai-nos, Senhor, o vosso rosto 
e seremos salvos. 

Pastor de Israel, escutai, 
Vós estais sobre os Querubins, aparecei. 
Despertai o vosso poder 
e vinde em nosso auxílio.  

Deus dos Exércitos, vinde de novo, 
olhai dos céus e vede, visitai esta vinha; 
protegei a cepa que a vossa mão direita plantou, 
o rebento que fortalecestes para Vós.  

Estendei a mão sobre o homem que escolhestes, 
sobre o filho do homem que para Vós criastes. 
Nunca mais nos apartaremos de Vós, 
fazei-nos viver e invocaremos o vosso nome. 
___

• Senhor, nosso Deus – F. Santos (BML, 43)
• Senhor, nosso Deus – M. Luís (SRML, p. 182-183)
• Senhor, nosso Deus – M. Faria (IC, p. 247 | NCT, 47 | NRMS, 1)
• Senhor, nosso Deus – Az. Oliveira (SRAO B, p. 10-11 | CSS, B - 10 ; C - 18)
• Senhor, nosso Deus – M. Carneiro (GD, p. 72-73 | SRMC B, p. 10-11 | SRMC C, p. 16-17)
Leitura II

Hebr 10, 5-10 
«Eu venho para fazer a vossa vontade» 
A entrada de Jesus no mundo está orientada para o drama da Cruz e o triunfo da Páscoa. O mistério da Encarnação é inseparável do mistério da Redenção. O esplendor da Páscoa ilumina já a aurora do Natal. 
O Filho de Deus, preexistente na natureza divina, desde o momento da Sua entrada no mundo pela Encarnação oferece-Se como vítima. E esta oblação divina e humana santifica e salva desde esse momento, virtualmente, unida à sua expressão prática na oblação da Cruz. 
Ao assumir a nossa condição humana, para a salvar, aceita os desígnios de Deus sobre Ele e ensina-nos a viver a vida como realização quotidiana da Vontade de Deus, na santificação interior, pela obediência e o amor. 

Leitura da Epístola aos Hebreus 
Irmãos: Ao entrar no mundo, Cristo disse: «Não quiseste sacrifícios nem oblações, mas formaste-Me um corpo. Não Te agradaram holocaustos nem imolações pelo pecado. Então Eu disse: ‘Eis-Me aqui; no livro sagrado está escrito a meu respeito: Eu venho, ó Deus, para fazer a tua vontade’». Primeiro disse: «Não quiseste sacrifícios nem oblações, não Te agradaram holocaustos nem imolações pelo pecado». E no entanto, eles são oferecidos segundo a Lei. Depois acrescenta: «Eis-Me aqui: Eu venho para fazer a tua vontade». Assim aboliu o primeiro culto para estabelecer o segundo. É em virtude dessa vontade que nós fomos santificados pela oblação do corpo de Jesus Cristo, feita de uma vez para sempre. 
Palavra do Senhor.

Aclamação ao Evangelho

Mt 1, 38
Eis a escrava do Senhor: 
faça-se em mim segundo a vossa palavra.

• Aleluia [Advento] – B. Ferreira (OCL)
• Aleluia | Eis a serva do Senhor – F. Santos (BML, 33)
Evangelho

Lc 1, 39-45 
«Donde me é dado que venha ter comigo a Mãe do meu Senhor?» 
As intervenções de Deus na História da Salvação são, por vezes, designadas como «visitas» do Senhor ao Seu povo. A última intervenção de Deus, com a Encarnação, é também para S. Lucas uma «visita» do Senhor aos Seus (Lc. 1, 68; 7, 16), sendo a família do Precursor a primeira a participar dela e a beneficiar. 
Maria aparece intimamente unida a esta «visita» do Senhor ao Seu povo. Ela é, na verdade, a morada de Deus entre os homens, a nova Arca da Aliança, perante a qual, João, ungido pelo Espírito que repousa sobre o Messias, exulta de alegria, à semelhança de David (2 S. 6, 2-16). Em Maria concretiza-se, de algum modo, o encontro de Deus com a humanidade. Ela inicia a era messiânica. É a mulher que assegura ao seu povo a vitória absoluta sobre o pecado e o mal (a saudação de Isabel lembra a que foi dirigida a Judit, após a vitória sobre os seus inimigos). 
Esta união continuará no prolongamento da «visita» do Senhor a todos os homens, que é a vida da Igreja

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Lucas 
Naqueles dias, Maria pôs-se a caminho e dirigiu-se apressadamente para a montanha, em direcção a uma cidade de Judá. Entrou em casa de Zacarias e saudou Isabel. Quando Isabel ouviu a saudação de Maria, o menino exultou-lhe no seio. Isabel ficou cheia do Espírito Santo e exclamou em alta voz: «Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre. Donde me é dado que venha ter comigo a Mãe do meu Senhor? Na verdade, logo que chegou aos meus ouvidos a voz da tua saudação, o menino exultou de alegria no meu seio. Bem-aventurada aquela que acreditou no cumprimento de tudo quanto lhe foi dito da parte do Senhor». 
Palavra da salvação.

Antífona de comunhão

(cf. Is 7, 14)
"A Virgem conceberá e dará à luz um filho. 
O seu nome será Emanuel, Deus-connosco." 

• A Virgem conceberá – F. Santos (BML, 38, 113-114 | CEC I, p. 27-29 | NCT, 42 | CN, 162)
• A Virgem conceberá – J. Mateus (OCL)
• A Virgem conceberá – M. Carneiro (GD, p. 38-40)
• Eis que uma virgem – B. Sousa (CLMS)

[Outras Sugestões]

• Eis a escrava do Senhor – C. Silva (CEC I, p. 25-26 | Libellus, 4 | OC, p. 504-505 | CN, 318)
Pós-Comunhão
• Eis que uma virgem – B. Sousa (CLMS)
• Feliz és tu porque acreditaste – C. Silva (OC, p. 131 | CN, 477 | CLS-2ed, p.165)
[BML] Boletim de Música Litúrgica, Serviço Diocesano de Música Litúrgica, Porto.
[CAC] Pe. Manuel Luís - Cânticos da Assembleia Cristã, Secretariado Nacional de Liturgia, Fátima, 2006.
[CEC I] Cânticos de Entrada e Comunhão, vol. 1, 3.ª ed, Secretariado Nacional de Liturgia, Fátima, 2007.
[CEC II] Cânticos de Entrada e Comunhão, vol. 2, Secretariado Nacional de Liturgia, Fátima, 1999.
[CLMS] D. Celestino Borges de Sousa - Cânticos Litúrgicos, Mosteiro de Singeverga.
[CLS-2ed] As Crianças Louvam o Senhor, Secretariado Nacional de Liturgia, Fátima, 2020.
[CN] Cantoral Nacional para Liturgia, Secretariado Nacional de Liturgia, Fátima, 2019..
[CSS] Pe. António Azevedo de Oliveira - Cantai Salmos ao Senhor - Salmos Responsoriais, Secretariado Nacional de Liturgia, Fátima, 2019..
[ELC] Vitor Pereira (arranjos de José Joaquim Ribeiro) - Esta Luz de Cristo, Cânticos para a Liturgia, Paulinas Editora.
[ENPL] Guiões dos Encontros Nacionais de Pastoral Litúrgica, Fátima.
[GD] Pe. Miguel Carneiro - Glória a Deus, Paulus Editora, Lisboa, 2006.
[IAC] Pe. Artur Oliveira - In Aeternum Cantabo, Secretariado Nacional de Liturgia, Fátima, 2021.
[IC] A Igreja Canta, 2.ª ed, Comissão Bracarense de Música Sacra, 2005.
[LHC II] Liturgia das Horas: Edição para Canto, vol. 2, Secretariado Nacional de Liturgia, Fátima, 2003.
[Libellus] Libellus - Revista de Música Sacra, Libellus Usualis - Divulgação de Música Sacra.
[NCT] Novo Cantemos Todos, Editorial Missões, Cucujães,1990.
[NRMS] Nova Revista de Música Sacra, Comissão Bracarense de Música Sacra, Braga.
[OC] Con. Carlos da Silva - Orar Cantando, Secretariado Nacional de Liturgia, Fátima, 2001.
[OCL] Pró-manuscrito , publicado pelo site O Canto na Liturgia.
[SDLG] Secretariado Diocesano de Liturgia da Guarda, -.
[SDLP] Secretariado Diocesano de Liturgia do Porto, .
[SF] Obras inéditas compostas para o Santuário de Fátima - Santuário de Fátima, -.
[SRAO B] Pe. António Azevedo de Oliveira - Salmos Responsoriais: Ano B, Música Sacra, Braga, 1990.
[SRMC B] Pe. Miguel Carneiro - Deus fez maravilhas: Salmos Responsoriais – Ano B, Paulus Editora, Lisboa, 2008.
[SRMC C] Pe. Miguel Carneiro - Povo do Senhor, exulta e canta: Salmos Responsoriais – Ano C, Paulus Editora, Lisboa, 2009.
[SRML] Pe. Manuel Luís - Salmos Responsoriais e Aclamações ao Evangelho, Comissão de Liturgia e Música Sacra do Patriarcado de Lisboa, Lisboa, 1997.