Domingo III da Quaresma | Ano C

Antífona de Entrada
Salmo Responsorial
Aclamação ao Evangelho
Apresentação dos Dons
Antífona de Comunhão
Pós-Comunhão
Cântico Final
Missa com Crianças
Antífona de Entrada

(Salmo 24, 15-16)
Os meus olhos estão voltados para o Senhor, 
porque Ele livra os meus pés da armadilha. 
Olhai para mim, Senhor, e tende compaixão 
porque estou só e desamparado."

Olhai para mim, SenhorAz. Oliveira (CEC II, p. 48-50)
Olhai para mim, SenhorA. Cartageno (CEC II, p. 51-52 | LAU, 624)
Olhai para mim, SenhorM. Carneiro (RBP, p. 28-31)
Olhai para mim, SenhorM. Faria (IC, p. 237 | NRMS, 27-28)
Os meus olhos estão voltadosAr. Oliveira (IAC, p. 418)
Os meus olhos se fixam no SenhorF. Lapa (Libellus, 1)
Os meus olhos, SenhorM. Luís (CAC, p. 155)

(Ez 36, 23-26)
"Quando Eu manifestar em vós a minha santidade
reunir-vos-ei de todos os povos; 
derramarei sobre vós água pura, 
e ficareis limpos de toda a iniquidade. 
Eu vos darei um espírito novo, diz o Senhor."

Derramarei sobre vós Ar. Oliveira (IAC, p. 155)
Leitura I

Ex 3, 1-8a.13-15 
«O que Se chama ‘Eu sou’ enviou-me a vós» 
Continuando a apresentar, nesta subida quaresmal a caminho da Páscoa, certos momentos mais significativos da história da salvação, a primeira leitura deste domingo, em seguimento da dos domingos anteriores, dá-nos a célebre revelação de Deus a Moisés, a revelação do seu Nome, que define, tanto quanto isso é possível, Quem é Deus. Ao mesmo tempo, e na continuação dessa revelação, Deus chama Moisés e envia-o como instrumento de salvação para o seu povo escravizado no Egipto. Moisés será o chefe desse povo, o seu condutor através do deserto, e, como tal, figura de Cristo, o verdadeiro Pastor, guia e salvador do seu povo. 

Leitura do Livro do Êxodo 
Naqueles dias, Moisés apascentava o rebanho de Jetro, seu sogro, sacerdote de Madiã. Ao levar o rebanho para além do deserto, chegou ao monte de Deus, o Horeb. Apareceu-lhe então o Anjo do Senhor numa chama ardente, do meio de uma sarça. Moisés olhou para a sarça, que estava a arder, e viu que a sarça não se consumia. Então disse Moisés: «Vou aproximar-me, para ver tão assombroso espectáculo: por que motivo não se consome a sarça?». O Senhor viu que ele se aproximava para ver. Então Deus chamou-o do meio da sarça: «Moisés, Moisés!». Ele respondeu: «Aqui estou!» Continuou o Senhor: «Não te aproximes. Tira as sandálias dos pés, porque o lugar que pisas é terra sagrada». E acrescentou: «Eu sou o Deus de teus pais, Deus de Abraão, Deus de Isaac e Deus de Jacob». Então Moisés cobriu o rosto, com receio de olhar para Deus. Disse-lhe o Senhor: «Eu vi a situação miserável do meu povo no Egipto; escutei o seu clamor provocado pelos opressores. Conheço, pois, as suas angústias. Desci para o libertar das mãos dos egípcios e o levar deste país para uma terra boa e espaçosa, onde corre leite e mel». Moisés disse a Deus: «Vou procurar os filhos de Israel e dizer-lhes: ‘O Deus de vossos pais enviou-me a vós’. Mas se me perguntarem qual é o seu nome, que hei-de responder-lhes?». Disse Deus a Moisés: «Eu sou ‘Aquele que sou’». E prosseguiu: «Assim falarás aos filhos de Israel: O que Se chama ‘Eu sou’ enviou-me a vós». Deus disse ainda a Moisés: «Assim falarás aos filhos de Israel: ‘O Senhor, Deus de vossos pais, Deus de Abraão, Deus de Isaac e Deus de Jacob, enviou-me a vós. Este é o meu nome para sempre, assim Me invocareis de geração em geração’». 
Palavra do Senhor. 

Salmo Responsorial

Salmo 102 (103), 1-4.6-8.11 (R. 8a) 

O Senhor é clemente e cheio de compaixão. 

Bendiz, ó minha alma, o Senhor 
e todo o meu ser bendiga o seu nome santo. 
Bendiz, ó minha alma, o Senhor 
e não esqueças nenhum dos seus benefícios.  

Ele perdoa todos os teus pecados 
e cura as tuas enfermidades. 
Salva da morte a tua vida 
e coroa-te de graça e misericórdia.  

O Senhor faz justiça 
e defende o direito de todos os oprimidos. 
Revelou a Moisés os seus caminhos 
e aos filhos de Israel os seus prodígios.  

O Senhor é clemente e compassivo, 
paciente e cheio de bondade. 
Como a distância da terra aos céus, 
assim é grande a sua misericórdia 
para os que O temem.  
 

O Senhor é clemente e cheio de compaixãoF. Santos (BML, 35 | LS-C, p. 70)
O Senhor é clemente e cheio de compaixãoM. Carneiro (SRMC C)
O Senhor é clemente e cheio de compaixãoAz. Oliveira (SRAO C, p. 48-49)
O Senhor é clemente e cheio de compaixãoM. Luís (SRML, p. 274-275 | LS-C, p. 190)
Leitura II

1 Cor 10, 1-6.10-12 
A vida do povo com Moisés no deserto 
foi escrita para nos servir de exemplo 
É o próprio Apóstolo que nos ensina a ler o Antigo Testamento: este anuncia as realidades do Novo Testamento, e serve, ao mesmo tempo, de exemplo e de guia ao povo da Nova Aliança, que já chegou “aos últimos tempos”, os tempos do Senhor Jesus Cristo, mas que ainda peregrina no deserto deste mundo a caminho da Terra Prometida. Não venha a suceder-nos a nós o que a muitos deles aconteceu: terem ficado pelo caminho. 

Leitura da Primeira Epístola do apóstolo S. Paulo aos Coríntios 
Irmãos: Não quero que ignoreis que os nossos pais estiveram todos debaixo da nuvem, passaram todos através do mar e na nuvem e no mar, receberam todos o baptismo de Moisés. Todos comeram o mesmo alimento espiritual e todos beberam a mesma bebida espiritual. Bebiam de um rochedo espiritual que os acompanhava: esse rochedo era Cristo. Mas a maioria deles não agradou a Deus, pois caíram mortos no deserto. Esses factos aconteceram para nos servir de exemplo, a fim de não cobiçarmos o mal, como eles cobiçaram. Não murmureis, como alguns deles murmuraram, tendo perecido às mãos do Anjo exterminador. Tudo isto lhes sucedia para servir de exemplo e foi escrito para nos advertir, a nós que chegámos ao fim dos tempos. Portanto, quem julga estar de pé tome cuidado para não cair. 
Palavra do Senhor. 

Aclamação ao Evangelho
Evangelho

Lc 13, 1-9 
«Se não vos arrependerdes, morrereis do mesmo modo» 
A primeira mensagem da Boa Nova que Jesus nos traz é o anúncio da aproximação do reino dos Céus, e consequentemente o convite a acolhê-lo com o coração voltado para ele e afastado do que lhe é contrário. Esta atitude é assim uma conversão, um regresso dos caminhos do pecado, uma atitude de arrependimento em relação ao passado, uma atitude penitencial. E esta atitude do coração é fundamental na Quaresma

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Lucas 
Naquele tempo, vieram contar a Jesus que Pilatos mandara derramar o sangue de certos galileus, juntamente com o das vítimas que imolavam. Jesus respondeu-lhes: «Julgais que, por terem sofrido tal castigo, esses galileus eram mais pecadores do que todos os outros galileus? Eu digo-vos que não. E se não vos arrependerdes, morrereis todos do mesmo modo. E aqueles dezoito homens, que a torre de Siloé, ao cair, atingiu e matou? Julgais que eram mais culpados do que todos os outros habitantes de Jerusalém? Eu digo-vos que não. E se não vos arrependerdes, morrereis todos de modo semelhante. Jesus disse então a seguinte parábola: «Certo homem tinha uma figueira plantada na sua vinha. Foi procurar os frutos que nela houvesse, mas não os encontrou. Disse então ao vinhateiro: ‘Há três anos que venho procurar frutos nesta figueira e não os encontro. Deves cortá-la. Porque há-de estar ela a ocupar inutilmente a terra?’. Mas o vinhateiro respondeu-lhe: ‘Senhor, deixa-a ficar ainda este ano, que eu, entretanto, vou cavar-lhe em volta e deitar-lhe adubo. Talvez venha a dar frutos. Se não der, mandá-la-ás cortar no próximo ano». 
Palavra da salvação. 

Apresentação dos Dons
Convertei-vos ao SenhorN. Fileno (OCL)
Do abismo em que vivoF. Santos (BML, 35)
Senhor, ouvi a minha súplicaF. Santos (BML, 30 | NCT, 93)
Antífona de Comunhão

[Quando se lê o outro Evangelho: Salmo 83, 4-5 ]
As aves do céu encontram abrigo e as andorinhas um ninho para os seus filhos, 
junto dos vossos altares, Senhor dos Exércitos, meu Rei e meu Deus. 
Felizes os que moram em vossa casa e a toda a hora cantam os vossos louvores.

As aves do céu encontram abrigoAr. Oliveira (IAC, p. 83)
Felizes os que habitamB. Sousa (CPE, p. 158 | NCT, 385)
Felizes os que habitamM. Valença (NRMS, 48)
Felizes os que moramF. Santos (BML, 58-59 | NCT, 115)
Felizes os que moramM. Carneiro (RBP, p. 35-37)
Felizes os que moramF. Silva (IC, p. 453-454 | NRMS, 49)
Felizes os que moramM. Valença (IC, p. 452-453 | NRMS, 48)

[Outras Sugestões]

Arrependei-vos e acreditaiF. Santos (CP I, p. 285)
Arrependei-vos e acreditaiJ. P. Martins
Convertei-vos ao SenhorN. Fileno (OCL)
Venho procurar frutosD. Faustino
Pós-Comunhão
Dai-me, Senhor, um coração puroM. Carneiro (SRMC B, p. 42-43)
Arrependei-vos e acreditaiF. Santos (CP I, p. 285)
Arrependei-vos e acreditaiJ. P. Martins
Dai-me Senhor, um coração puroC. Silva (OC, p. 76)
Dai-me, Senhor, um coração puroM. Luís (SRML, p. 198-199)
Dai-me, Senhor, um coração puroAz. Oliveira (SRAO B, p. 52-53)
Dai-me, Senhor, um coração puroAr. Oliveira (IAC, p. 150)
Dai-me, Senhor, um coração puroB. Terreiro (SRBT)
Dai-nos, Senhor, um coração novoL. Deiss
Cântico Final
Crescem nas asperezasF. Santos (BML, 55)
Da morte e do pecadoJ. Santos (IC, p. 208-209 | NCT, 116 | NRMS, 29)
Irmãos, convertei o vosso coraçãoJ. P. Lecót (ENPL, XXXIII | NCT, 741 | CN, 543)
Nós que buscamos a CristoA. Frade (CN, 651)
Olhai, Senhor, a noiteV. Pereira (ELC)
Olhai, Senhor, a noiteF. Santos (CP I, p. 245 | CN, 765)
Olhai, Senhor, a noiteAr. Oliveira

Nota 1: Sendo o Tempo de Quaresma, o tempo privilegiado do silêncio, é uma possibilidade invés de se cantar o cântico final, fazer-se a saída em silêncio. 

Nota 2: Outra possibilidade para o final é o uso da Antífona mariana para o tempo da Quaresma, Ave Regina Caelorum:

Ave, Regina caelorumC. Gregroriano (NCT | CN, p. 232)
Deus vos salve, Rainha dos CéusF. Santos (BML, 75-76 | NCT, 408)
Missa com Crianças
  • Nota Introdutória

«As crianças são muito mais inteligentes do que às vezes as fazemos. Se iniciadas progressivamente, elas podem cantar muito bem todo o repertório dito dos adultos, incluindo o canto gregoriano e a polifonia clássica.» 

 Para que as nossas crianças possam saborear o melhor da música em cada eucaristia que participam, deixando-se envolver pela beleza da música que dá vida às palavras e de cada texto de onde brota cada melodia, apresentaremos em cada domingo, a partir deste Domingo I do Advento um conjunto de sugestões que ajudarão os coros infantis, juvenis e de catequese na escolha dos seus programas dominicais.

  As escolhas terão como base a 2ª edição de “As Crianças louvam o Senhor” (CLS) publicado Secretariado Nacional de Liturgia (SNL)  e em outros tantos cânticos escritos para missas com crianças dispersos pela Nova Revista de Música Sacra (NRMS), Boletim de Música Sacra (BML) e várias outras publicações, e ainda alguns outros cânticos cuja forma de composição e de escrita nos parecem exequíveis por crianças, apresentamos uma sugestão de cânticos para cada domingo. Por vezes serão sugeridos alguns cânticos que podem ser considerados mais “genéricos”, mas ainda assim dentro do espírito da liturgia do respetivo domingo.

  • Antífona de Entrada
Irmãos, convertei o vosso coraçãoJ. P. Lecót (ENPL, XXXIII | NCT, 741 | CN, 543)
Olhai para mim, SenhorA. Cartageno (CEC II, p. 51-52 | LAU, 624)
  • Salmo Responsorial
O Senhor é clemente e cheio de compaixãoM. Carneiro (SRMC C)
O Senhor é clemente e cheio de compaixãoM. Luís (SRML, p. 274-275 | LS-C, p. 190)
  • Aclamação ao Evangelho
  • Apresentação dos Dons
Nós que buscamos a CristoA. Frade (CN, 651)
Se me envolve a noite escuraM. Luís (NCT, 563)
  • Antífona de Comunhão
Arrependei-vos e acreditaiJ. P. Martins
Felizes os que moramF. Silva (IC, p. 453-454 | NRMS, 49)
  • Pós-Comunhão
Acreditamos em Vós, ó CristoF. Santos (BML, 83)
Dai-me Senhor, um coração puroC. Silva (OC, p. 76)
  • Final
Jesus nossa redençãoM. Luís (ENPL, XXXVIII | NCT, 567)
Olhai, Senhor, a noiteV. Pereira (ELC)
[BML] Boletim de Música Litúrgica, Serviço Diocesano de Música Litúrgica, Porto.
[CAC] Pe. Manuel Luís - Cânticos da Assembleia Cristã, Secretariado Nacional de Liturgia, Fátima, 2006.
[CEC II] Cânticos de Entrada e Comunhão, vol. 2, Secretariado Nacional de Liturgia, Fátima, 1999.
[CN] Cantoral Nacional para Liturgia, Secretariado Nacional de Liturgia, Fátima, 2019..
[CP I] Con. António Ferreira dos Santos - Canto Perene, vol. 1, Secretariado Diocesano de Liturgia, Porto, 2003.
[CPE] Cânticos para as Exéquias, Secretariado Nacional de Liturgia, Fátima, 2008.
[ELC] Vitor Pereira (arranjos de José Joaquim Ribeiro) - Esta Luz de Cristo, Cânticos para a Liturgia, Paulinas Editora.
[ENPL] Guiões dos Encontros Nacionais de Pastoral Litúrgica, Fátima.
[IAC] Pe. Artur Oliveira - In Aeternum Cantabo, Secretariado Nacional de Liturgia, Fátima, 2021.
[IC] A Igreja Canta, 2.ª ed, Comissão Bracarense de Música Sacra, 2005.
[LAU] Laudate: Cânticos e Orações, Edição para uso interno das comunidades paroquiais sem fins lucrativos, Leiria.
[Libellus] Libellus - Revista de Música Sacra, Libellus Usualis - Divulgação de Música Sacra.
[LS-C] Livro do Salmista - Ano C, Secretariado Nacional de Liturgia, Fátima, 2021.
[NCT] Novo Cantemos Todos, Editorial Missões, Cucujães,1990.
[NRMS] Nova Revista de Música Sacra, Comissão Bracarense de Música Sacra, Braga.
[OC] Con. Carlos da Silva - Orar Cantando, Secretariado Nacional de Liturgia, Fátima, 2001.
[OCL] Pró-manuscrito , publicado pelo site O Canto na Liturgia.
[RBP] Pe. Miguel Carneiro - Ressuscitou o Bom Pastor, Paulus Editora, Lisboa, 2007.
[SRAO B] Pe. António Azevedo de Oliveira - Salmos Responsoriais: Ano B, Música Sacra, Braga, 1990.
[SRAO C] Pe. António Azevedo de Oliveira - Salmos Responsoriais: Ano C, Música Sacra, Braga, 1991.
[SRBT] Pe. Bernardo Terreiro - Salmos Responsoriais, Paulus.
[SRMC B] Pe. Miguel Carneiro - Deus fez maravilhas: Salmos Responsoriais – Ano B, Paulus Editora, Lisboa, 2008.
[SRMC C] Pe. Miguel Carneiro - Povo do Senhor, exulta e canta: Salmos Responsoriais – Ano C, Paulus Editora, Lisboa, 2009.
[SRML] Pe. Manuel Luís - Salmos Responsoriais e Aclamações ao Evangelho, Comissão de Liturgia e Música Sacra do Patriarcado de Lisboa, Lisboa, 1997.