Solenidade da Santíssima Trindade | Ano C
Antífona de Entrada
Salmo Responsorial
Aclamação ao Evangelho
Apresentação dos Dons
Antífona de Comunhão
Pós-Comunhão
Final
Antífona de Entrada

«Bendito seja Deus Pai, bendito o Filho unigénito,
bendito o Espírito Santo, pela sua infinita misericórdia.»

• Bendita seja a Santíssima Trindade – F. Valente (BML, 115-116)
• Bendito seja Deus Pai – M. Carneiro (PDA, p. 31-33 | RBP, p. 197-199)
• Bendito seja Deus Pai – Ar. Oliveira (IAC, p. 95)
• Bendito seja Deus Pai – C. Silva (CEC II, 161 | CN, 248 | OC_2, p.58)

[Outras Sugestões]

• Aleluia! Glória a Deus – Az. Oliveira (IC, p. 386 | NRMS, 107)
• Aleluia! Glória a Deus! – F. Silva (IC, p. 605-606 | NRMS, 92 | CN, 202)
• Ao Senhor do Universo – F. Silva (IC, p. 353 | NCT, 280 | NRMS, 8)
• Pai, Filho, Espírito Santo – A. Cartageno (CEC I, p. 73-34)
Leitura I

Prov 8, 22-31
«Antes das origens da terra, já existia a Sabedoria»

A Sabedoria não é só um bem muito desejável. É mais do que isso.
É uma pessoa viva, cuja origem é anterior à criação de todas as coisas. Intimamente unida a Deus, mas, ao mesmo tempo, distinta d’Ele, assiste-O na obra da criação, manifestando-se activamente criadora. Proveniente de Deus, pertence ao âmbito divino. Contudo, ela vem ao encontro dos homens, no desejo profundo de com eles estabelecer relações de amizade.
Nesta Sabedoria de Deus, assim descrita no Antigo Testamento (o qual, sem nos dar uma revelação precisa do mistério trinitário, nos vai introduzindo, pouco a pouco, nos segredos da vida íntima de Deus), vê a tradição patrística, a partir de S. Justino, o Verbo de Deus, Jesus Cristo, Sabedoria e Palavra criadora de Deus, pelo Qual «tudo foi criado» (Jo. 1, 3).

Leitura do Livro dos Provérbios
Eis o que diz a Sabedoria de Deus: «O Senhor me criou como primícias da sua actividade, antes das suas obras mais antigas. Desde a eternidade fui formada, desde o princípio, antes das origens da terra. Antes de existirem os abismos e de brotarem as fontes das águas, já eu tinha sido concebida. Antes de se implantarem as montanhas e as colinas, já eu tinha nascido; ainda o Senhor não tinha feito a terra e os campos, nem os primeiros elementos do mundo. Quando Ele consolidava os céus, eu estava presente; quando traçava sobre o abismo a linha do horizonte, quando condensava as nuvens nas alturas, quando fortalecia as fontes dos abismos, quando impunha ao mar os seus limites para que as águas não ultrapassassem o seu termo, quando lançava os fundamentos da terra, eu estava a seu lado como arquitecto, cheia de júbilo, dia após dia, deleitando-me continuamente na sua presença. Deleitava-me sobre a face da terra e as minhas delícias eram estar com os filhos dos homens».
Palavra do Senhor.
 

Salmo Responsorial

Salmo 8, 4-9 (R. 2a)

Refrão: Como sois grande em toda a terra,
Senhor, nosso Deus! Repete-se

Quando contemplo os céus, obra das vossas mãos,
a lua e as estrelas que lá colocastes,
que é o homem para que Vos lembreis dele,
o filho do homem para dele Vos ocupardes?

Fizestes dele quase um ser divino,
de honra e glória o coroastes;
destes-lhe poder sobre a obra das vossas mãos,
tudo submetestes a seus pés:

Ovelhas e bois, todos os rebanhos,
e até os animais selvagens,
as aves do céu e os peixes do mar,
tudo o que se move nos oceanos.

• Como sois grande em toda a terra – Az. Oliveira (SRAO C, p. 174-175)
• Como sois grande em toda a terra – M. Carneiro (PDA, p. 38-39 | RBP, p. 248-149 | SRMC C, p. 80-81)
• Como sois grande em toda a terra – M. Luís (SRMC C, p. 332-333)
• Como sois grande em toda a terra – L. Filipe (OCL)
Leitura II

LEITURA II Rom 5, 1-5
«Para Deus, por Cristo, na caridade que recebemos do Espírito»

A vida cristã mergulha as suas raízes no mistério de um Deus uno, Sua essência e trino em Pessoas, tal como se revelou em Jesus Cristo. Pelo Sacrifício de Jesus, nós fomos, na verdade, introduzidos nessa comunhão de vida e amor, que é a Trindade Santíssima.
Reconciliados com o Pai, justificados mediante a fé, passámos de um estado de inimizade com Deus à posse de uma amizade, que nos transforma em imagens e filhos de Deus. Começámos a viver da própria vida de Deus. E embora entre a justificação e a salvação medeie o espaço da nossa vida terrena, tão fértil em tribulações, estamos seguros de que viremos a gozar, de modo perfeito, das riquezas de Deus, pois o Espírito Santo nos foi dado como penhor do amor do Pai por nós.
Em paz com Deus e os irmãos, o cristão vai-se divinizando e divinizando a sua vida quotidiana. Vai impregnando de amor as suas relações humanas, procurando reproduzir na vida de cada dia o amor que se revelou no mistério da Trindade.

Leitura da Epístola do apóstolo São Paulo aos Romanos
Irmãos: Tendo sido justificados pela fé, estamos em paz com Deus, por Nosso Senhor Jesus Cristo, pelo qual temos acesso, na fé, a esta graça em que permanecemos e nos gloriamos, apoiados na esperança da glória de Deus. Mais ainda, gloriamo-nos nas nossas tribulações, porque sabemos que a tribulação produz a constância, a constância a virtude sólida, a virtude sólida a esperança. Ora a esperança não engana, porque o amor de Deus foi derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado.
Palavra do Senhor.
 

Aclamação ao Evangelho

V/ «Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo,
ao Deus que é, que era e que há-de vir.» (cf. Ap 1, 8)

• Aleluia - I – A. Cartageno (BS, p. 35)
Evangelho

Jo 16, 12-15
«Tudo o que o Pai tem é meu.
O Espírito receberá do que é meu, para vo-lo anunciar»

No decorrer de toda a Sua vida, Jesus foi dando a conhecer aos Apóstolos, de maneira progressiva, mas muito concreta, as Suas relações com o Pai e o Espírito Santo, introduzindo-os assim no mistério de Deus uno e trino. Ao terminar a Sua missão, promete-lhes o Espírito Santo, como guia seguro, no tempo da Sua ausência. Espírito de verdade, Ele manterá vivo o ensinamento de Jesus, através dos séculos; Ele ajudará os discípulos a aprofundar a Revelação de Jesus, Palavra definitiva do Pai (Jo. 1, 12; 18). Aceitando este dom de Deus, o Espírito enviado por Cristo, para nos iluminar, vivificar e divinizar, nós recebemos a salvação, que não é simples libertação do pecado, mas sim inserção na vida trinitária – inserção que só será perfeita na eternidade.

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São João
Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Tenho ainda muitas coisas para vos dizer, mas não as podeis compreender agora. Quando vier o Espírito da verdade, Ele vos guiará para a verdade plena; porque não falará de Si mesmo, mas dirá tudo o que tiver ouvido e vos anunciará o que está para vir. Ele Me glorificará, porque receberá do que é meu e vo-lo anunciará. Tudo o que o Pai tem é meu. Por isso vos disse que Ele receberá do que é meu e vo-lo anunciará».
Palavra da salvação.

Apresentação dos Dons
• A Vós, ó Verbo eterno – F. Santos (ENPL, XIII)
• Bendito sejas, ó Pai – F. Lapa (Libellus, 5)
• Com os benditos Anjos – M. Faria (IC, p. 354 | NRMS, 11-12)
• Glória a Ti, Jesus Cristo – C. Silva (OC, p. 127)
• Nos esplendores da luz – Az. Oliveira (NRMS, 146)
• Ó Deus, Trindade Santíssima – F. Silva (LHC II, p. 103)
• Ó Deus, Trindade Santíssima – M. Simões (LHC II, p. 103)
• Ó Santíssima Trindade – F. Silva (ENPL, XIII | NCT, 593)
• Santíssima Trindade, ao vosso trono – F. Santos (CP III, p. 22)
• Santíssima Trindade, ao vosso trono – S. Duarte (LHC II, p. 104)
• Santíssima Trindade, oceano de paz – Az. Oliveira (LHC II, p. 104)
• Santíssima Trindade, oceano de paz – F. Santos (BML, 152 | CP III, p. 12)
• Santíssima Trindade, vosso poder – A. Cartageno (LHC II, p. 105)
• Santíssima Trindade, vosso poder – F. Santos (CP III, p. 31)
Antífona de Comunhão

«Porque somos filhos de Deus,
Ele enviou aos nossos corações o Espírito do seu Filho,
que clama: Abbá, Pai.» (Cf. Gl 4, 6)

• Porque somos filhos de Deus – A. Cartageno (ENPL, XXXIV | EVR, p. 28 | NRMS, 131)
• Porque somos filhos de Deus – M. Carneiro (PDA, p. 40-42 | RBP, p. 200-202)

[Outras Sugestões]

• Recebestes um Espírito I – C. Silva (CEC II, p. 163 | OC, p. 23)
• Recebestes um Espírito II – C. Silva (OC_2, p. 32)
Pós-Comunhão
• Ao Senhor do Universo – F. Silva (IC, p. 353 | NCT, 280 | NRMS, 8)
• Com os benditos Anjos – M. Faria (IC, p. 354 | NRMS, 11-12)
• Glória a Ti, Jesus Cristo – C. Silva (OC, p. 127)
• Glória a Vós, Santíssima Trindade – F. Santos (LHC II, p. 699)
• Glória ao Pai que nos criou – C. Silva (OC, p. 128-129)
• Guardai-nos unidos – M. Luís (CAC, p.435)
• Louvor e glória a Vós – F. Santos (LHC II, p. 701)
• Nós vos damos graças - I – F. Santos (CP I, p. 20)
• Nós vos damos graças - II – F. Santos (LHC II, p. 702)
• Porque somos filhos de Deus – A. Cartageno (ENPL, XXXIV | EVR, p. 28 | NRMS, 131)
• Porque somos filhos de Deus – M. Carneiro (PDA, p. 40-42 | RBP, p. 200-202)
• Recebestes um Espírito I – C. Silva (CEC II, p. 163 | OC, p. 23)
• Recebestes um Espírito II – C. Silva (OC_2, p. 32)
• Santíssima Trindade, oceano de paz – Az. Oliveira (LHC II, p. 104)
• Santíssima Trindade, oceano de paz – F. Santos (BML, 152 | CP III, p. 12)
Final
• Ao Senhor do Universo – F. Silva (IC, p. 353 | NCT, 280 | NRMS, 8)
• Com a bênção do Pai – J. Santos (IC, p. 352 | NRMS, 38)
• Glória a Ti, Jesus Cristo – C. Silva (OC, p. 127)
• Glória ao Pai que nos criou – C. Silva (OC, p. 128-129)
[BML] Boletim de Música Litúrgica, Serviço Diocesano de Música Litúrgica, Porto.
[BS] António Cartageno - Bendizei o Senhor, Secretariado Nacional de Liturgia, Fátima, 2021.
[CAC] Pe. Manuel Luís - Cânticos da Assembleia Cristã, Secretariado Nacional de Liturgia, Fátima, 2006.
[CEC I] Cânticos de Entrada e Comunhão, vol. 1, 3.ª ed, Secretariado Nacional de Liturgia, Fátima, 2007.
[CEC II] Cânticos de Entrada e Comunhão, vol. 2, Secretariado Nacional de Liturgia, Fátima, 1999.
[CN] Cantoral Nacional para Liturgia, Secretariado Nacional de Liturgia, Fátima, 2019..
[CP I] Con. António Ferreira dos Santos - Canto Perene, vol. 1, Secretariado Diocesano de Liturgia, Porto, 2003.
[CP III] Con. António Ferreira dos Santos - Canto Perene, vol. 3, Secretariado Diocesano de Liturgia, Porto, 2003.
[ENPL] Guiões dos Encontros Nacionais de Pastoral Litúrgica, Fátima.
[EVR] Eu vi o Ressuscitado: Cânticos e Hinos do Apóstolo Paulo, Paulus Editora, Lisboa, 2009.
[IAC] Pe. Artur Oliveira - In Aeternum Cantabo, Secretariado Nacional de Liturgia, Fátima, 2021.
[IC] A Igreja Canta, 2.ª ed, Comissão Bracarense de Música Sacra, 2005.
[LHC II] Liturgia das Horas: Edição para Canto, vol. 2, Secretariado Nacional de Liturgia, Fátima, 2003.
[Libellus] Libellus - Revista de Música Sacra, Libellus Usualis - Divulgação de Música Sacra.
[NCT] Novo Cantemos Todos, Editorial Missões, Cucujães,1990.
[NRMS] Nova Revista de Música Sacra, Comissão Bracarense de Música Sacra, Braga.
[OC] Con. Carlos da Silva - Orar Cantando, Secretariado Nacional de Liturgia, Fátima, 2001.
[OC_2] Con. Carlos Silva - Ora Cantando, 2ª edição, Secretariado Nacional de Liturgia, Fátima, 2014.
[OCL] Pró-manuscrito , publicado pelo site O Canto na Liturgia.
[PDA] Pe. Miguel Carneiro - O Povo de Deus te aclama: Cânticos marianos para a liturgia, Paulus Editora, Lisboa, 2007.
[RBP] Pe. Miguel Carneiro - Ressuscitou o Bom Pastor, Paulus Editora, Lisboa, 2007.
[SRAO C] Pe. António Azevedo de Oliveira - Salmos Responsoriais: Ano C, Música Sacra, Braga, 1991.
[SRMC C] Pe. Miguel Carneiro - Povo do Senhor, exulta e canta: Salmos Responsoriais – Ano C, Paulus Editora, Lisboa, 2009.