Domingo XVII do Tempo Comum | Ano C
Antífona de Entrada
Salmo Responsorial
Antífona de Comunhão
Pós-Comunhão
Final
Antífona de Entrada

(Salmo 67, 6-7.36)
Deus vive na sua morada santa, 
Ele prepara uma casa para o pobre. 
É a força e o vigor do seu povo.

• Deus habita na sua morada – M. Geada
• Deus vive na sua morada santa – F. Santos (BML, 47 | CEC II, p. 83-85 | IC, p. 427-428 | NCT, 216 | NRMS, 38)
• Deus vive na sua morada santa – I. Rodrigues (CN, p. 363)

[Outras Sugestões]

• Vinde à presença de Deus – M. Carneiro (CEC II, p. 85-86 | IC, p. 589 | NRMS, 90-91)
Leitura I

Gn 18, 20-32 
«Se o meu Senhor não levar a mal, falarei» 
Abraão era um homem profundamente solidário com aqueles que viviam a seu lado. Não se valeu da sua condição de justo para desprezar os que não o eram. Procurou antes obter de Deus o perdão para aqueles que mereciam ser castigados. Alguém, por isso, lhe chamou “cristão antes de Cristo”. Mas maior do que a fé de Abraão é a santidade e a misericórdia de Deus, que, não suportando o pecado dos homens, está sempre pronto a ouvi-los e a perdoar-lhes, sempre que estes saibam voltar-se para Ele. 

Leitura do Livro do Génesis 
Naqueles dias, disse o Senhor: «O clamor contra Sodoma e Gomorra é tão forte, o seu pecado é tão grave que Eu vou descer para verificar se o clamor que chegou até Mim corresponde inteiramente às suas obras. Se sim ou não, hei-de sabê-lo». Os homens que tinham vindo à residência de Abraão dirigiram-se então para Sodoma, enquanto o Senhor continuava junto de Abraão. Este aproximou-se e disse: «Irás destruir o justo com o pecador? Talvez haja cinquenta justos na cidade. Matá-los-ás a todos? Não perdoarás a essa cidade, por causa dos cinquenta justos que nela residem? Longe de Ti fazer tal coisa: dar a morte ao justo e ao pecador, de modo que o justo e o pecador tenham a mesma sorte! Longe de Ti! O juiz de toda a terra não fará justiça?». O Senhor respondeu-lhe: «Se encontrar em Sodoma cinquenta justos, perdoarei a toda a cidade por causa deles». Abraão insistiu: «Atrevo-me a falar ao meu Senhor, eu que não passo de pó e cinza: talvez para cinquenta justos faltem cinco. Por causa de cinco, destruirás toda a cidade?». O Senhor respondeu: «Não a destruirei se lá encontrar quarenta e cinco justos». Abraão insistiu mais uma vez: «Talvez não se encontrem nela mais de quarenta». O Senhor respondeu: «Não a destruirei em atenção a esses quarenta». Abraão disse ainda: «Se o meu Senhor não levar a mal, falarei mais uma vez: talvez haja lá trinta justos». O Senhor respondeu: «Não farei a destruição, se lá encontrar esses trinta». Abraão insistiu novamente: «Atrevo-me ainda a falar ao meu Senhor: talvez não se encontrem lá mais de vinte justos». O Senhor respondeu: «Não destruirei a cidade em atenção a esses vinte». Abraão prosseguiu: «Se o meu Senhor não levar a mal, falarei ainda esta vez: talvez lá não se encontrem senão dez». O Senhor respondeu: «Em atenção a esses dez, não destruirei a cidade». 
Palavra do Senhor.

Salmo Responsorial

Salmo 137 (138), 1-3.6-8 (R. 3a) 

Quando Vos invoco, 
sempre me atendeis, Senhor. 

De todo o coração, Senhor, eu Vos dou graças, 
porque ouvistes as palavras da minha boca. 
Na presença dos Anjos hei-de cantar-Vos 
e adorar-Vos, voltado para o vosso templo santo.  

Hei-de louvar o vosso nome 
pela vossa bondade e fidelidade, 
porque exaltastes acima de tudo o vosso nome 
e a vossa promessa. 
Quando Vos invoquei, me respondestes, 
aumentastes a fortaleza da minha alma.  

O Senhor é excelso e olha para o humilde, 
ao soberbo conhece-o de longe. 
No meio da tribulação Vós me conservais a vida, 
Vós me ajudais contra os meus inimigos.  

A vossa mão direita me salvará, 
o Senhor completará o que em meu auxílio começou. 
Senhor, a vossa bondade é eterna, 
não abandoneis a obra das vossas mãos.  
 

• Quando Vos invoco – Ar. Oliveira (IAC, p. 453 | LS-C, p. 220)
• Quando Vos invoco – B. Terreiro (LS-C, p. 221)
• Quando Vos invoco – M. Luís (SRML, p. 308-309 | LS-C, p. 222)
• Quando Vos invoco – A. M. Costa (LS-C, p. 223)
• Quando Vos invoco – M. Carneiro (SRMC C, p. 114-115)
• Quando Vos invoco – Az. Oliveira (SRAO C, p. 138-139)
Leitura II

Col 2, 12-14 
«Deus fez que, unidos a Cristo, voltásseis à vida e perdoou todas as faltas» 
No baptismo, os cristãos são associados à morte e à ressurreição de Cristo; por isso, nenhum poder do mal triunfará deles, se guardarem sempre a sua condição de baptizados e, como tais, chamados à santidade. Foi para nos tornar participantes da santidade de Deus, que o Senhor Jesus Cristo Se entregou à morte sobre a cruz e nos libertou da morte eterna. 

Leitura da Epístola do apóstolo São Paulo aos Colossenses 
Irmãos: Sepultados com Cristo no baptismo, também com Ele fostes ressuscitados pela fé que tivestes no poder de Deus que O ressuscitou dos mortos. Quando estáveis mortos nos vossos pecados e na incircuncisão da vossa carne, Deus fez que voltásseis à vida com Cristo e perdoou-nos todas as nossas faltas. Anulou o documento da nossa dívida, com as suas disposições contra nós; suprimiu-o, cravando-o na cruz. 
Palavra do Senhor. 

Aclamação ao Evangelho

V/ Recebestes o espírito de adopção filial; 
nele clamamos: «Abá, ó Pai».  (Rom 8, 15bc)

Evangelho

Lc 11, 1-13 
«Pedi e dar-se-vos-á» 
Jesus dá vários ensinamentos aos discípulos sobre a oração: ensina-lhes o “Pai-Nosso”, que é o modelo de toda a oração; convida-os a implorar de Deus, com persistência, o auxílio para as suas necessidades; exorta-os a dirigirem-se ao Pai com toda a confiança. 

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Lucas 
Naquele tempo, estava Jesus em oração em certo lugar. Ao terminar, disse-Lhe um dos discípulos: «Senhor, ensina-nos a orar, como João Baptista ensinou também os seus discípulos». Disse-lhes Jesus: «Quando orardes, dizei: ‘Pai, santificado seja o vosso nome; venha o vosso reino; dai-nos em cada dia o pão da nossa subsistência; perdoai-nos os nossos pecados, porque também nós perdoamos a todo aquele que nos ofende; e não nos deixeis cair em tentação’». Disse-lhes ainda: «Se algum de vós tiver um amigo, poderá ter de ir a sua casa à meia-noite, para lhe dizer: ‘Amigo, empresta-me três pães, porque chegou de viagem um dos meus amigos e não tenho nada para lhe dar’. Ele poderá responder lá de dentro: ‘Não me incomodes; a porta está fechada, eu e os meus filhos estamos deitados e não posso levantar-me para te dar os pães’. Eu vos digo: Se ele não se levantar por ser amigo, ao menos, por causa da sua insistência, levantar-se-á para lhe dar tudo aquilo de que precisa. Também vos digo: Pedi e dar-se-vos-á; procurai e encontrareis; batei à porta e abrir-se-vos-á. Porque quem pede recebe; quem procura encontra e a quem bate à porta, abrir-se-á. Se um de vós for pai e um filho lhe pedir peixe, em vez de peixe dar-lhe-á uma serpente? E se lhe pedir um ovo, dar-lhe-á um escorpião? Se vós, que sois maus, sabeis dar coisas boas aos vossos filhos, quanto mais o Pai do Céu dará o Espírito Santo àqueles que Lho pedem!». 
Palavra da salvação. 

Apresentação dos Dons
• Recebestes um Espírito I – C. Silva (CEC II, p. 163 | OC, p. 23)
• Recebestes um Espírito II – C. Silva (OC_2, p. 32)
• Tudo o que pedirdes na oração – C. Silva (CEC II, p. 52 | OC, p. 256)
• Vós, Senhor, sois o nosso Pai – C. Silva (OC | OC_2)
Antífona de Comunhão

(Salmo 102, 2)
Bendiz, ó minha alma, o Senhor
e não esqueças os seus benefícios.

• A minha alma louva o Senhor – F. Santos (BML, 66-67 | CEC II, p. 67 | NCT, 254)
• A minha alma louva o Senhor – M. Carneiro (CVM, p. 164-165)
• Bendiz, minha alma, o Senhor – M. Carneiro (IC, p. 201 | NRMS, 105)
• Bendiz, ó minha alma, o Senhor – Ar. Oliveira (IAC, p. 101)


(Mt 5, 7-8)
Bem-aventurados os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia.
Bem-aventurados os puros de coração, porque verão a Deus.

• Bem-aventurados os puros de coração – A. Cartageno (ENPL, XXXV)
• Felizes os puros de coração – A. Cartageno (CEC II, p. 86 | LHC I, p. 92)

[Outras Sugestões]

• Pedi e recebereis – Az. Oliveira (ENPL, XVI)
• Tudo o que pedirdes na oração – C. Silva (CEC II, p. 52 | OC, p. 256)
Pós-Comunhão
• Nosso Pai que está no Céu – A. Cartageno (IC, p. 492 | NRMS, 107)
• Pai nosso que estais no Céu – M. Luís (CAC, p. 404-407)
• Recebestes um Espírito I – C. Silva (CEC II, p. 163 | OC, p. 23)
• Recebestes um Espírito II – C. Silva (OC_2, p. 32)
• Tudo o que pedirdes na oração – C. Silva (CEC II, p. 52 | OC, p. 256)
Final
• Pai nosso que estais no Céu – M. Luís (CAC, p. 404-407)
[BML] Boletim de Música Litúrgica, Serviço Diocesano de Música Litúrgica, Porto.
[CAC] Pe. Manuel Luís - Cânticos da Assembleia Cristã, Secretariado Nacional de Liturgia, Fátima, 2006.
[CEC II] Cânticos de Entrada e Comunhão, vol. 2, Secretariado Nacional de Liturgia, Fátima, 1999.
[CN] Cantoral Nacional para Liturgia, Secretariado Nacional de Liturgia, Fátima, 2019..
[CVM] Pe. Miguel Carneiro - É Cristo que vive em mim: Cânticos para o tempo comum, Paulus Editora, Lisboa, 2011.
[ENPL] Guiões dos Encontros Nacionais de Pastoral Litúrgica, Fátima.
[IAC] Pe. Artur Oliveira - In Aeternum Cantabo, Secretariado Nacional de Liturgia, Fátima, 2021.
[IC] A Igreja Canta, 2.ª ed, Comissão Bracarense de Música Sacra, 2005.
[LHC I] Liturgia das Horas: Edição para Canto, vol. 1, Secretariado Nacional de Liturgia, Fátima, 1997.
[LS-C] Livro do Salmista - Ano C, Secretariado Nacional de Liturgia, Fátima, 2021.
[NCT] Novo Cantemos Todos, Editorial Missões, Cucujães,1990.
[NRMS] Nova Revista de Música Sacra, Comissão Bracarense de Música Sacra, Braga.
[OC] Con. Carlos da Silva - Orar Cantando, Secretariado Nacional de Liturgia, Fátima, 2001.
[OC_2] Con. Carlos Silva - Ora Cantando, 2ª edição, Secretariado Nacional de Liturgia, Fátima, 2014.
[OCL] Pró-manuscrito , publicado pelo site O Canto na Liturgia.
[SRAO C] Pe. António Azevedo de Oliveira - Salmos Responsoriais: Ano C, Música Sacra, Braga, 1991.
[SRMC C] Pe. Miguel Carneiro - Povo do Senhor, exulta e canta: Salmos Responsoriais – Ano C, Paulus Editora, Lisboa, 2009.
[SRML] Pe. Manuel Luís - Salmos Responsoriais e Aclamações ao Evangelho, Comissão de Liturgia e Música Sacra do Patriarcado de Lisboa, Lisboa, 1997.