Domingo III da Páscoa | Ano A

Antífona de Entrada
Salmo Responsorial
Aclamação ao Evangelho
Apresentação dos Dons
Antífona de Comunhão
Pós-Comunhão
Final
Antífona de Entrada

Aclamai a Deus, terra inteira, cantai a glória do seu nome,
celebrai os seus louvores. Aleluia.
Cf. Sl 65, 1-2

Aclamai a DeusF. Santos (BML, 100)
Aclamai a DeusF. Valente (BML, 95)
Aclamai a DeusM. Carneiro (RBP, p. 159-161)
Aclamai a DeusG. Gomes (Organum)
Aclamai o SenhorF. Silva (NCT, 206 | CPM, 1984)
Aclamai o Senhor terra inteiraJ. Santos (CEC I, p. 133-134 | IC, p. 272-273 | NRMS, 48 | CN, 177)
Aclamai o Senhor, terra inteiraM. Borda (IC, p. 273 | NRMS, 37)
Aclamai o Senhor, terra inteira IIJ. Santos (IC, p. 377 | NRMS, 98)

[Outra Sugestões]

Hoje é dia de FestaC. Silva (OC, p. 135 | CN, 524)
O Senhor ressuscitou e fez brilharM. Luís (CAC, p. 288 | IC, p. 307 | NCT, 176 | NRMS, 32 | CN, 742 | BS, p. 260)
Leitura I

Atos 2, 14.22-33
«Não era possível que Ele ficasse sob o domínio da morte»

Esta leitura é uma passagem da primeira pregação de S. Pedro. Na longa citação do salmo 15 o Apóstolo entrevê o anúncio da Ressurreição do Senhor. De facto, é à luz da Ressurreição que toda a palavra da Sagrada Escritura encontra a sua completa significação, particularmente a do Antigo Testamento. A palavra dos Salmos foi directamente referida pelo Senhor, no próprio dia da Ressurreição, ao aparecer aos discípulos no Cenáculo, como estando escrita a seu respeito (Lc 24, 44).

Leitura dos Actos dos Apóstolos
No dia de Pentecostes, Pedro, de pé, com os onze Apóstolos, ergueu a voz e falou ao povo: «Homens da Judeia e vós todos que habitais em Jerusalém, compreendei o que está a acontecer e ouvi as minhas palavras: Jesus de Nazaré foi um homem acreditado por Deus junto de vós com milagres, prodígios e sinais, que Deus realizou no meio de vós, por seu intermédio, como sabeis. Depois de entregue, segundo o desígnio imutável e a previsão de Deus, vós destes-Lhe a morte, cravando-O na cruz pela mão de gente perversa. Mas Deus ressuscitou-O, livrando-O dos laços da morte, porque não era possível que Ele ficasse sob o seu domínio. Diz David a seu respeito: ‘O Senhor está sempre na minha presença, com Ele a meu lado não vacilarei. Por isso o meu coração se alegra e a minha alma exulta e até o meu corpo descansa tranquilo. Vós não abandonareis a minha alma na mansão dos mortos, nem deixareis o vosso Santo sofrer a corrupção. Destes-me a conhecer os caminhos da vida, a alegria plena em vossa presença’. Irmãos, seja-me permitido falar-vos com toda a liberdade: o patriarca David morreu e foi sepultado e o seu túmulo encontra-se ainda hoje entre nós. Mas, como era profeta e sabia que Deus lhe prometera sob juramento que um descendente do seu sangue havia de sentar-se no seu trono, viu e proclamou antecipadamente a ressurreição de Cristo, dizendo que Ele não O abandonou na mansão dos mortos, nem a sua carne conheceu a corrupção. Foi este Jesus que Deus ressuscitou e disso todos nós somos testemunhas. Tendo sido exaltado pelo poder de Deus, recebeu do Pai a promessa do Espírito Santo, que Ele derramou, como vedes e ouvis».
Palavra do Senhor.

Salmo Responsorial

Salmo 15 (16), 1-2a.5.7-8.9-10.11
(R. 11a ou Aleluia)

Refrão: Mostrai-me, Senhor, o caminho da vida.
Ou: Aleluia.

Defendei-me, Senhor; Vós sois o meu refúgio.
Digo ao Senhor: Vós sois o meu Deus.
Senhor, porção da minha herança e do meu cálice,
está nas vossas mãos o meu destino. 

Bendigo o Senhor por me ter aconselhado,
até de noite me inspira interiormente.
O Senhor está sempre na minha presença,
com Ele a meu lado não vacilarei.

Por isso o meu coração se alegra
e a minha alma exulta
e até o meu corpo descansa tranquilo.
Vós não abandonareis a minha alma
na mansão dos mortos,
nem deixareis o vosso fiel conhecer a corrupção.

Dar-me-eis a conhecer os caminhos da vida,
alegria plena em vossa presença,
delícias eternas à vossa direita.

Mostrai-me, Senhor, o caminho da vidaF. Santos (BML, 130-131)
Mostrai-me, Senhor, o caminho da vidaM. Carneiro (RBP, p. 216-217 | SRMC A, p. 66-67)
Mostrai-me, Senhor, o caminho da vidaM. Luís (SRML, p. 86-87)
Leitura II

1 Pedro 1, 17-21
«Fostes resgatados pelo sangue precioso
de Cristo, Cordeiro sem mancha»

O que S. Pedro pregou logo no dia de Pentecostes foi o mesmo que ele escreveu depois às Igrejas. Nós somos hoje essas Igrejas de Cristo, espalhadas por todo o mundo, mas todas radicadas na mesma fé em Cristo Jesus, o nosso Cordeiro pascal. A nós, pois, se dirige hoje a pregação do Apóstolo.

Leitura da Primeira Epístola de São Pedro
Caríssimos: Se invocais como Pai Aquele que, sem acepção de pessoas, julga cada um segundo as suas obras, vivei com temor, durante o tempo de exílio neste mundo. Lembrai-vos que não foi por coisas corruptíveis, como prata e oiro, que fostes resgatados da vã maneira de viver, herdada dos vossos pais, mas pelo sangue precioso de Cristo, Cordeiro sem defeito e sem mancha, predestinado antes da criação do mundo e manifestado nos últimos tempos por vossa causa. Por Ele acreditais em Deus, que O ressuscitou dos mortos e Lhe deu a glória, para que a vossa fé e a vossa esperança estejam em Deus.
Palavra do Senhor.

Aclamação ao Evangelho

V/ Senhor Jesus, abri-nos as Escrituras,
falai-nos e inflamai o nosso coração.

Aleluia | Senhor Jesus, abri-nos as escriturasF. Santos (BML, 11 | COM, p.141)
Evangelho

Lc 24, 13-35
«Conheceram-n’O ao partir o pão»

Tal como na aparição aos discípulos de Emaús, em cada celebração eucarística Jesus está connosco, explica-nos as Escrituras e faz-nos ver o que nelas se refere a Ele, preside à fracção do pão, que é a Eucaristia, e nela Se nos dá a conhecer e nos enche de alegria pascal. Na verdade, a viagem de Jesus com os dois discípulos, estrada abaixo a caminho de Emaús, é como uma verdadeira Missa ambulante, modelo de todas as celebrações eucarísticas.

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Lucas
Dois dos discípulos de Jesus iam a caminho duma povoação chamada Emaús, que ficava a duas léguas de Jerusalém. Conversavam entre si sobre tudo o que tinha sucedido. Enquanto falavam e discutiam, Jesus aproximou-Se deles e pôs-Se com eles a caminho. Mas os seus olhos estavam impedidos de O reconhecerem. Ele perguntou-lhes: «Que palavras são essas que trocais entre vós pelo caminho?». Pararam, com ar muito triste, e um deles, chamado Cléofas, respondeu: «Tu és o único habitante de Jerusalém a ignorar o que lá se passou estes dias». E Ele perguntou: «Que foi?». Responderam-Lhe: «O que se refere a Jesus de Nazaré, profeta poderoso em obras e palavras diante de Deus e de todo o povo; e como os príncipes dos sacerdotes e os nossos chefes O entregaram para ser condenado à morte e crucificado. Nós esperávamos que fosse Ele quem havia de libertar Israel. Mas, afinal, é já o terceiro dia depois que isto aconteceu. É verdade que algumas mulheres do nosso grupo nos sobressaltaram: foram de madrugada ao sepulcro, não encontraram o corpo de Jesus e vieram dizer que lhes tinham aparecido uns Anjos a anunciar que Ele estava vivo. Alguns dos nossos foram ao sepulcro e encontraram tudo como as mulheres tinham dito. Mas a Ele não O viram». Então Jesus disse-lhes: «Homens sem inteligência e lentos de espírito para acreditar em tudo o que os profetas anunciaram! Não tinha o Messias de sofrer tudo isso para entrar na sua glória?». Depois, começando por Moisés e passando pelos Profetas, explicou-lhes em todas as Escrituras o que Lhe dizia respeito. Ao chegarem perto da povoação para onde iam, Jesus fez menção de ir para diante. Mas eles convenceram-n’O a ficar, dizendo: «Ficai connosco, porque o dia está a terminar e vem caindo a noite». Jesus entrou e ficou com eles. E quando Se pôs à mesa, tomou o pão, recitou a bênção, partiu-o e entregou-lho. Nesse momento abriram-se-lhes os olhos e reconheceram-n’O. Mas Ele desapareceu da sua presença. Disseram então um para o outro: «Não ardia cá dentro o nosso coração, quando Ele nos falava pelo caminho e nos explicava as Escrituras?». Partiram imediatamente de regresso a Jerusalém e encontraram reunidos os Onze e os que estavam com eles, que diziam: «Na verdade, o Senhor ressuscitou e apareceu a Simão». E eles contaram o que tinha acontecido no caminho e como O tinham reconhecido ao partir o pão.
Palavra da salvação.

Apresentação dos Dons
Nasceu o Sol da PáscoaM. Luís (IC, p. 301-302 | NCT, 537 | NRMS, 21 | CN, 639)
Nasceu o Sol da PáscoaM. Simões (BML, 46)
Nasceu o Sol da PáscoaJ. Santos (NRMS, 9)
Antífona de Comunhão

Disse Jesus: Vinde comer. E tomando o pão, deu-o aos seus discípulos. Aleluia.
(Cf. Jo 21, 12-13)

Disse Jesus aos seus discípulosA. Cartageno (CEC I, p. 137-138)

[Outras Sugestões]

Fomos resgatadosAz. Oliveira (IC, p.295 | NRMS, 109 | CN, 496)
Os discípulos reconheceramC. Silva (BML, 71 | CEC I, p. 135-136 | OC, p. 201-203)
Os discípulos reconheceramF. Silva (CEC I, p. 149-150 | ENPL, XI)
Os discípulos reconheceramM. Carneiro (RBP, p. 162-164)
Porque me vês, acreditasAz. Oliveira (IC, p. 310 | NRMS, 97)
Reconhecei neste PãoM. Luís (ENPL, IX | NCT, 197)
Sempre que comemos o PãoF. Santos (BML, 12 | NCT, 198 | CN, 904)
Vinde comer do meu PãoC. Silva (IC, p. 591 | NRMS, 98 | OC, p. 269)
Vinde, comei do meu PãoT. Sousa (CS-TS, p. 21)
Vinde, comei do meu PãoM. Valença (NRMS, 42)
Pós-Comunhão
Fomos resgatadosAz. Oliveira (IC, p.295 | NRMS, 109 | CN, 496)
Os discípulos reconheceramC. Silva (BML, 71 | CEC I, p. 135-136 | OC, p. 201-203)
Os discípulos reconheceramF. Silva (CEC I, p. 149-150 | ENPL, XI)
Os discípulos reconheceramM. Carneiro (RBP, p. 162-164)
Porque ele está connoscoF. Santos (BML, 75; 135-136 | LHC I, p. 54-55)
Reconhecei neste PãoM. Luís (ENPL, IX | NCT, 197)
Final
Aleluia. O filii et filiaeAz. Oliveira (IC, p. 277-278 | NRMS, 109)
Cantai um hino novoF. Santos (BML, 41 | NCT, 191)
Cristo ressuscitouM. Luís (CAC, p. 264-265 | CN, 324)
Cristo RessuscitouJ. Santos (IC, p. 275-276 | NRMS, 2)
Na sua dor os homens encontraramM. Luís (NCT, 173)
Na sua dor os homens encontraramF. Santos (BML, 31)
Na sua dor os homens encontraramA. Cartageno (NCT, 200 | CN, 864)
Ressuscitou para a nossa vidaF. Santos (BML, 2)
Vencida foi a morteJ. S. Bach (IC, p. 315 | NRMS, 57)

Nota: Outra possibilidade para o final é o uso da Antífona Mariana para o Tempo Pascal, Regina Caeli:

Alegrai-Vos, Mãe de JesusA. Cartageno (ENPL, XXIX)
Rainha dos Céus, alegrai-vosF. Silva (IC, p. 311 | NRMS, 17)
Rainha dos Céus, alegrai-vosM. Simões (IC, p. 312 | NRMS, 37)
Regina CaeliC. Gregroriano (NCT, 205 | CN, 857)
Regina CaeliG. Aichinger
Regina CaeliJ. R. Esteves
Regina CoeliM. Faria (RAM, 2)
Regina CoeliM. Faria, A. Desconhecido
Regina CoeliB. Salgado (LMD, p. 14)
[BML] Boletim de Música Litúrgica, Serviço Diocesano de Música Litúrgica, Porto.
[BS] António Cartageno - Bendizei o Senhor, Secretariado Nacional de Liturgia, Fátima, 2021.
[CAC] Pe. Manuel Luís - Cânticos da Assembleia Cristã, Secretariado Nacional de Liturgia, Fátima, 2006.
[CEC I] Cânticos de Entrada e Comunhão, vol. 1, 3.ª ed, Secretariado Nacional de Liturgia, Fátima, 2007.
[CN] Cantoral Nacional para Liturgia, Secretariado Nacional de Liturgia, Fátima, 2019..
[COM] Cânticos do Ordinário da Missa, Secretariado Nacional de Liturgia, Fátima, 2016.
[CPM] Pe. José Fernandes da Silva - Cânticos para Missa, Edição do autor.
[CS-TS] Pe. Teodoro Sousa - Conduzi-me, Senhor, Lisboa, 2001.
[ENPL] Guiões dos Encontros Nacionais de Pastoral Litúrgica, Fátima.
[IC] A Igreja Canta, 2.ª ed, Comissão Bracarense de Música Sacra, 2005.
[LHC I] Liturgia das Horas: Edição para Canto, vol. 1, Secretariado Nacional de Liturgia, Fátima, 1997.
[LMD] Benjamim Salgado - Louvores à Mãe de Deus - Cânticos para as Devoções Marianos, Braga, 1970.
[NCT] Novo Cantemos Todos, Editorial Missões, Cucujães,1990.
[NRMS] Nova Revista de Música Sacra, Comissão Bracarense de Música Sacra, Braga.
[OC] Con. Carlos da Silva - Orar Cantando, Secretariado Nacional de Liturgia, Fátima, 2001.
[OCL] Pró-manuscrito , publicado pelo site O Canto na Liturgia.
[Organum] Revista do Organista, Associação de Música Sacra de Braga.
[RAM] Revista da Academia Martiniana, Coimbra.
[RBP] Pe. Miguel Carneiro - Ressuscitou o Bom Pastor, Paulus Editora, Lisboa, 2007.
[SRMC A] Pe. Miguel Carneiro - Eu Vos Louvarei, Senhor: Salmos Responsoriais – Ano A, Paulus Editora, Lisboa, 2008.
[SRML] Pe. Manuel Luís - Salmos Responsoriais e Aclamações ao Evangelho, Comissão de Liturgia e Música Sacra do Patriarcado de Lisboa, Lisboa, 1997.